O que ver – Junho 2015

Dia 1 de Junho assinala o dia da criança, e não posso deixar de reparar que as recomendações para este mês abarcam a faixa etária cada um de uma forma diferente. Inside Out constitui o exemplo mais primal de um filme infantil: o de animação. Cores vigorosas e expressões exageradas são o ideal para a criançada, mas os temas que a Pixar costuma tratar são universais e pungentes o suficiente para almejarem ser ‘arte’.

A curta-metragem de Junho, por outro lado, fala mais à ‘criança em nós’. Um autêntico apelo à nostalgia dos graúdos que viveram os anos 80 de outrora, Kung Fury é uma máquina de arcada com humor que não se desliga mesmo após o game over.

Hoje é para os putos, mas não só.

Inside Out

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Brave (2012) saiu há já três anos para um público desinteressado e uma crítica indiferente, pelo que o último filme assinado pela Pixar e apreciado de forma unânime foi o Up, em 2009. Desde então que a produtora de filmes de animação se tem quedado por sequelas e prequelas cujo propósito me confunde ($$$).

Mas!! É exatamente por isso que estou talvez demasiado entusiasmado para Inside Out. Ainda não assisti a nenhum trailer, no entanto tudo o que tenho lido acerca do filme deixa-me em pulgas para o ir ver. Diz que fez sucesso por Cannes, e apesar de não duvidar que esteja trabalhado à medida para as audiências americanas, tenho fé que os criativos da Pixar ousaram um pouco mais numa longa-metragem que tem tudo para impressionar uma nova geração de jovens sonhadores.

A 18 de Junho nos Cinemas NOS.

Kung Fury

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Que bela altura para se estar vivo quando filmes como Kung Fury são lançados na íntegra e de graça em plataformas online como o YouTube. Financiado através do Kickstarter, esta curta-metragem de ação é uma viagem nostálgica ao mundo coberto de néon e synths dos anos 80, junto com os efeitos de VHS pirateadas e enredo over-the-top.

Kung Fury conta-nos a história de um polícia mestre do kung fu que volta atrás no tempo para matar o Hitler, conhecendo durante a viagem velociraptors que disparam lasers dos olhos e o próprio Thor. O humor de certeza que não vai agradar a toda gente, tanto pelo seu exagero parolo como pelos one-liners antiquados. Mas serviu para mim, portanto fica a recomendação.

Vejam o filme inteiro aqui.

Sense8

5363Oito pessoas de todas as partes do mundo vêm-se mental e emocionalmente ligadas através de uma morte que é específica a cada um deles. Começam a sentir os desejos, emoções e necessidades uns dos outros, ao ponto de verem outra reflexão que não a sua no espelho. Fascinante, certo?

Os Wachowskis trazem-nos outra premissa high concept que promete baralhar as sinapses dos mais treinados, e iludir os sentidos dos mais trôpegos. Se é bem sucedida no que pretende realizar não posso dizer, até porque a carreira recente da dupla de cineastas tem-se constituído por desastre atrás de desastre. Resta esperar que o longo-formato de 12 horas face ao de uma longa-metragem permita aos realizadores um maior controlo nas suas personagens e narrativa.

A 5 de Junho na Netflix.

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