4 Filmes para Fallout 4

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Seres humanos sentem-se atraídos por histórias pós-apocalípticas porque gostam de decidir o seu próprio fim. Esperar que um meteoro nos destrua é deprimente, portanto preferimos inventar uma civilização (ou falta dela) pós-meteoro, uma sociedade ainda mais disfuncional do que a nossa.

Fallout 4, o jogo, saiu há uns meses, pelo que as hordas de gamers acérrimos já tiveram tempo de dar umas boas voltas pela Wasteland de Boston, e de voltar para respirar o ar fresco do mundo real. Mesmo assim, fica sempre a vontade de mais aventuras pelo deserto nuclear, e quando repetir a jogatina não basta, haverá melhor opção do que recorrer a outros meios para satisfazer essa necessidade?

Aqui ficam 4 filmes para acompanhar a 4ª entrada na saga Fallout.

1. The Book of Eli (2010)

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Denzel Washington e uns óculos de sol. Muitos bilhetes de cinema já foram vendidos com esta simples frase, mas de certeza que nenhum deles valeu tanto a pena como para The Book of Eli. No filme, Washington protagoniza um lone wolf com uma missão sagrada: proteger a última Bíblia à face da terra.

Mas não se enganem: não há cá lamechices religiosas, ou martelos temáticos a enfiar versículos pela goela abaixo; pelo contrário. Em The Book of Eli vão encontrar confrontos violentos, emoções pesadas, e um enigmático vilão com a pele do fantástico Gary Oldman.

Venham pelo Denzel, fiquem pela ação.

2. Doomsday (2008)

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Oh, Doomsday. Podias ser tão mais, mas para o que és, és perfeito. Continuo fascinado com o facto deste filme (com um orçamento decente para a indústria blockbuster britânica) nunca ter sido atacado por infringir os copyrights de dezenas de outros filmes, mas assim continua, impune. Se pensam que o Tarantino é um plagiador nato, então ainda não viram Neil Marshall a brincar com Doomsday.

Apesar de toda a fanfarra derivativa, o filme mistura uma série de géneros, localizações e personagens que nunca deviam (logicamente) resultar no grande ecrã, mas, vá se lá saber porquê, entretêm de forma espetacular. Marshall sabe como compor uma sequência de ação, e reúne um elenco de atores consagrados (Malcom McDowell!) que animam os cantos mais arrastados do filme.

Para ver naqueles serões apáticos de fim de semana, e acarinhar como b-trash do melhor.

3. Mad Max Beyond Thuderdome (1985)

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Seria fácil sugerir para esta lista o mais recente Mad Max (alguns diriam preguiçoso). Seria igualmente preguiçoso nomear o primeiro filme da saga, e seria ainda pior indicar o segundo – já que Fallout no seu todo é praticamente fan fiction glorificada da primeira obra-prima de George Miller.

Portanto deixo-vos com o menos amado dos agora quatro filmes no mundo punk e tresloucado de Mad Max: o terceiro. Para os fãs, Beyond Thunderdome perdeu a atitude irreverente que até então definira a saga e trocou-a por balelas sentimentais da Disney, tornando literal a mitologia de Max como o tal, destinado a salvar o mundo apocalíptico.

Apesar da pieguice infantil não ser mentira, Beyond Thunderdome oferece uma pilha de personagens inesquecíveis, uma perseguição final a par do melhor que Miller já realizou, e um confronto brutal na titular Thunderdome, que tem então inspirado dezenas de imitadores e homenagens.

O melhor disto tudo, é que não têm que ter visto nem Fury Road nem nenhum dos outros Mad Max para apreciar Beyond Thunderdome, portanto divirtam-se!

4. Wall-E (2008)

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Se já estão fartos de replicar a tensão e adrenalina que Fallout vos oferece por outros meios, mas ainda não se fartaram da fartura emocional que o jogo vos proporciona, então não procurem mais. Wall-E é a resposta para o vosso problema. Provavelmente o melhor filme que a Pixar lançou na última década (sim, incluindo o muito amado Toy Story 3), Wall-E é uma jóia que não podemos deixar cair no esquecimento das massas.

Podíamos falar da crítica social/ambiental/económica como a sua principal atração, mas fartos já estamos nós de moralismo barato. Não, o que mais atrai em Wall-E é a sua meticulosa construção narrativa, a atenção aos pormenores e à criação de personagens cujas imagens para sempre gravamos no nosso cérebro. E o humor; oh, o humor! Se acharam piada ao absurdismo cómico de Fallout, então deliciem-se com a ironia macabra de Wall-E, que a tem para dar e vender.

E depois chorem. E sorriam. Porque Wall-E é tudo isso.

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