5 melhores filmes de 2015 até agora

Aqui estamos nós, no último dia de Junho do jubiloso ano de 2015. Os dias já começam mais pequenos, o sol já não bate na fuça com tanta força e daqui a nada a hora muda de novo. Há quem já esteja de férias e há quem ainda trabalhe, mas o que é certo é que meio ano já passou, e as retrospetivas teimam em chegar.

2015 tem sido um bom ano para o cinema, apesar de continuar a regurgitação com fins somente económicos de remakes e outros tipos de incesto visual. Mas tem sido um bom ano porque as ofertas foram variadas e sólidas, o cinema de ação, o bom cinema de ação, tem ressurgido do seu marasmo criativo, e até o pequeno mercado português se juntou às produções blockbuster com genica.

Portanto, aqui ficam os meus filmes favoritos de 2015 até à data.

1. Capitão Falcão – João Leitão

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João Leitão, Gonçalo Waddington e a incansável equipa da MAD Stunts trazem-nos um híbrido de ação/comédia imaculado, que faz pouco do estilo arrastado e inflexível tão característico dos melhores filmes portugueses ao criar uma farsa social repleta de combates marciais e uma boa dose de excentricidade cómica.

Waddington é uma estrela de ação convincente, e a realização assegurada de João Leitão (aliada à colorida cinematografia de Mario Costa) permite um estilo único no panorama de cinema nacional.

Um blockbuster português, com piadas tão más que são boas, e coreografias invejáveis.

2. Ex Machina – Alex Garland

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O Oscar Isaac é o maior. Quer dizer, o gajo está em todo o lado hoje em dia mas mesmo assim consegue fazer com que cada uma das suas performances seja espetacularmente única. Quão impressionante é isso? O seu papel em Ex Machina é tão bizarro que não posso deixar de me sentir fascinado e intrigado com a sua personagem amalucada e maquiavélica.

Alicia Vikander e Domhnall Gleeson estão também em boa forma, e o guião de Alex Garland aprofunda temas extremamente progressivos que só vão ser bem digeridos daqui a uns anos. No entanto, o que mais brilha é a sua realização sóbria, que apesar de não ser propriamente invisível, é tão bem executada que o parece. E aquela cena de dança, foda-se, aquela cena de dança. Já não sentia tanta alegria e tristeza no cinema há muito, muito tempo.

Um clássico moderno.

3. Inside Out – Pete Docter

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A Pixar está de volta com esta longa-metragem original e adulta; um turbilhão de emoções complexo que é capaz de alienar qualquer criança à procura de escapismo fácil. Inside Out cria uma trama intrincada de personagens ficcionais e imaginárias que guiam os protagonistas no seu dia-a-dia, controlando as suas atitudes e respostas emocionais.

É um filme destemido na forma como pretende estabelecer a evolução da personalidade e traços característicos do Homem, ao mesmo tempo que toca em pontos como o trabalho de equipa, a exaustão emocional e a importância da família para o bom desenvolvimento humano.

Pode-se dizer que é um filme para toda a família, mas não por ser uma simples e irracional comédia sem faixa etária.

4. Kingsman: Serviços Secretos – Matthew Vaughn

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Matthew Vaughn continua a bela tradição de adaptações violentas e over-the-top, com um cheirinho de Tarantino no que toca à trilha sonora, e a esquizofrenia visual equiparável a um Wes Anderson sanguinário. Colin Firth entrega-se de corpo e alma ao papel do super-espião cavalheiro Harry Hart, aliado do charme juvenil de Taron Egerton, que arredonda a trama brutal de Kingsman.

Pode não ser um filme para toda a gente, mas tomou riscos com a sua veia satírica que mais nenhum este ano sequer ousou, e foi bem sucedido com eles. Desde a cinética cena da igreja, à explosão musical de cabeças, Kingsman lidou com a brutalidade da violência de uma forma singularmente artística, distanciando-se de tentativas mais vulgares como SpyVelocidade Furiosa. 

Por enquanto, o melhor filme de espiões do ano.

5. Mad Max: Estrada da Fúria – George Miller

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George Miller, com 70 anos, devolveu a energia animalesca e jovem a um franchise com já mais de três décadas, que tanto tem definido os filmes de ação desde então.

Nos últimos tempos, o cinema de blockbuster americano tem habituado as audiências a um estilo perfeitamente competente de adrenalina visual, desde as explosões robóticas do Michael Bay, aos dramas superheróicos dos Vingadores. Mas o que falta na maior parte destes filmes é, de certo modo, a simplicidade dos objetivos narrativos, a criação de uma relação central emocional e de um certo equilíbrio entre a ação e os momentos de pausa.

Felizmente, Mad Max: Estrada da Fúria veio reintroduzir estes conceitos ao mainstream, imbuído de uma estética madura e de um preciosismo visual merecedor de todos os Oscars. Grandes performances, uma retumbante trilha sonora e as melhores sequências de ação do ano. Que mais querer?

(1) A lista está por ordem alfabética 😉

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