Netflix – 10 Filmes para Novembro

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A oferta parece não ser muita cá em Portugal, mas a verdade é que o presente catálogo de filmes da Netflix (*) mais do que compensa o seu valor mensal. Sim, muitos dos filmes já se apanharam pela televisão ao longo dos anos, outros são tão conhecidos que certamente o comum português tem uma cópia DVD arrumada a um canto (nem que seja para a vender na próxima flea market), e os mais interessados sem dúvida que arranjaram maneira de visualizar obras menos sujeitas a passar no pequeno ecrã.

Porém, a grande diferença entre todas essas opções passadas, é o facto de agora termos este conteúdo disponível on-demand, isto é, à distância de um clique, a qualquer hora do dia. Tal constitui uma liberdade enorme que nós, cultura pirata, ainda não aprendemos a apreciar na sua totalidade. De facto, sentimo-nos intitulados a mais mais só porque 99% dos filmes que correm o mundo são acessíveis através de opções menos legitimas, das quais usufruímos sem quaisquer dilemas morais.

(*) Sem esquecer os 24,000 conteúdos disponíveis em todo o mundo, que facilmente estão acessíveis a qualquer utilizador da Netflix. É uma ação a roçar na bandidagem, mas que já muita boa gente optava por experimentar antes da plataforma online chegar a terras lusas.

Entretanto, aqui fica uma seleção de 10 filmes clássicos e recentes, do romance ao terror, para se ocuparem neste mês de Novembro.

1. Forrest Gump (1994)

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Forrest Gump, embora não muito inteligente, tem estado presente em muitos momentos históricos, mas o seu derradeiro amor, Jenny Curran, continua a escapar-lhe.

Apesar de ter roubado a Pulp Fiction (1994) o Oscar de melhor filme no seu respetivo ano, Forrest Gump representa aquilo de que melhor se faz no cinema.

Grande parte do seu mérito deve-se ao tour-de-force performativo de Tom Hanks, que encarna a personagem igualmente cómica e dramática do próprio Forrest como uma segunda pele. A realização de Robert Zemeckis e a trilha sonora fantástica apenas exacerbam as qualidades deste autêntico clássico.

2. Saving Private Ryan (1998)

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Um grupo de soldados americanos infiltra as linhas inimigas para salvar um paraquedista (Matt Damon) cujos irmãos foram todos mortos em ação.

A violência inicial de Saving Private Ryan (1998) não é para todos. Tripas voam, corpos são cortados ao meio, e o som, o som, cru, brutal, não deixa ninguém respirar por um segundo até Omaha Beach estar limpa de nazis. O senhor Spielberg criou um dos melhores filmes de guerra ao transportar a audiência diretamente para o confronto, com um virtuosismo cinemático irreplicável.

Para ver, e rever.

3. Minority Report (2002)

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Num futuro em que os crimes são resolvidos antes de sequer serem cometidos, um polícia (Tom Cruise) vê-se envolvido numa complexa teia de traições e conspirações.

Por aqui, já se cantaram os louvores ao Tom Cruise, mas nunca é demais repetir as palavras. O gajo é bom ator. Bem parecido, com uma atitude de super estrela modesta (apesar da casual controvérsia), e sempre que se une a um bom realizador (pensem Kubrick em Eyes Wide Shut (1999) ou PTA em Magnolia (1999)) o produto final é nada menos do que um clássico instantâneo.

Claro que Minority Report não atinge a qualidade desses dois dramas psicológicos, mas a ação sci-fi deste filme de Steven Spielberg é mais que suficiente para entreter (e desafiar os menos atentos) durante as duas horas e meia de duração.

4. The Ring (2002)

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Uma jornalista (Naomi Watts) investiga uma misteriosa cassete que parece causar a morte de todos aqueles que a visualizam.

O melhor de The Ring é a atmosfera criada pelo realizador, Gore Verbinski, mais conhecido por dirigir a trilogia original dos Piratas das Caraíbas. Verbinski utiliza cores e sons para evocar sensações apavoradas e preencher a narrativa com um sem número de imagens tão lindas quanto aterradoras.

E nunca esquecer a figura demoníaca de Samara a sair daquela televisão. Nunca esquecer.

5. V de Vingança (2005)

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Num regime opressivo da futura Inglaterra, um sinistro “freedom fighter”, conhecido apenas como “V”, organiza um golpe de estado.

V de Vingança inspirou toda uma nova geração de jovens anarcas, prontos a derrubar o sistema com mais do que meras palavras. Toda uma sociedade cibernética se uniu no amor a este filme, que infelizmente passa demasiado debaixo do radar quando se fala nos clássicos de ação dos últimos anos.

O V de Hugo Weaving (que nunca mostra a sua reconhecível fuça) é uma personagem sem igual, com quem simpatizamos apesar da confusão moral que as suas ações nos provocam. E a Natalie Portman é lindíssima mesmo com o cabelo rapado.

6. Virgem aos 40 Anos (2005)

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Instigado pelos amigos, um “cromo” de quarenta anos (Steve Carell) procura perder finalmente a sua virgindade.

Talvez este aqui já estejam fartos de ver, visto ser dos que mais passou pelas televisões nacionais desde o seu dia de estreia, mas nunca é demais revisitá-lo. Pessoalmente, não consigo deixar de sentir um trago de nostalgia ao olhar para todos estes atores (Paul Rudd! Mindy Kalling! Jonah Hill! David Koechner!) no início das suas carreiras.

performance de Steve Carell, por si só, merece pelo menos outra visualização. O ator não se deixa cair no facilitismo paródico que a sua personagem, nas mãos de alguém menos capaz, permitiria, pelo que realmente sentimos todos os altos e baixos da sua aventura virginal.

7. Este País Não É Para Velhos (2009)

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Um caçador (Josh Brolin) encontra dois milhões de dólares em notas numa mala, após um negócio de droga que correu mal. Caos e violência sucedem-se.

Provavelmente um dos melhores filmes na comprida e brilhante filmografia dos irmãos Coen, Este País Não É Para Velhos examina a moralidade humana com incomparável mestria, sem medo de alienar grande parte da audiência na sua exploração implacável do que nos faz Homens.

Sem um respingo de humor e com um dos assassinos mais aterrorizadores da última década (Javier Bardem, nunca melhor), este filme não é para os sensíveis de estômago.

8. Amor, Estúpido e Louco (2011)

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A vida de um homem de meia idade (Steve Carell) muda drasticamente quando a sua mulher pede o divórcio. Procura, então, redescobrir a sua masculinidade com a ajuda de um novo amigo, Jacob (Ryan Gosling).

Querem rir, e chorar? Vejam Amor, Estúpido e Louco. Uma entrada completamente comercial no cânone das comédias românticas americanas, mas que não deixa de quebrar o coração em pequenos pedaços, apenas para os ir reconstruindo meticulosamente até ao final do filme.

Todos os atores brilham no filme, desde os másculos protagonistas às suas contrapartes femininas (Julianne Moore e Emma Stone), formando um ensemble invejável. Para além disso, tem realmente bastante piada. O que querem mais?

9. The One I Love (2014)

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À procura de reavivar a chama de um casamento prestes a desabar, Ethan (Mark Duplass) e Sophie (Elisabeth Moss) tiram um fim de semana sabático para se voltarem a conhecer, até que as coisas ficam muito estranhas. 

Quanto menos souberem em relação a The One I Love (2014), melhor. Diz-se apenas que tem um par (ao quadrado ;)) de peformances exímias, e é uma excelente introdução ao estilo indie de Mark Duplass (que tem uns quantos bons, embora pequenos, filmes assinados com o seu nome) e ao talento considerável de Elisabeth Moss.

Entrem neste às cegas, sem expectativas, e surpreendam-se.

10. Beasts of No Nation (2015)

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Um drama baseado nas vivências de Agu, um rapaz-soldado que luta na guerra civil de um desconhecido país Africano.

A primeira aposta no cinema de prestígio por parte da Netflix, Beasts of No Nation (2015) é um filme violento sobre um dos suplícios mundiais que nós tendemos a ignorar por estas bandas mais ocidentais. Idris Elba continua a lenta caminhada até ao Walk of Fame de Hollywood, e o realizador Cary Fukunaga aproveita-se das suas acting chops para criar uma peça lindíssima de cinema, com algumas das imagens mais tocantes do ano.

Visto ser uma produção única da Netflix, é impossível ver Beasts of No Nation (legalmente) em nenhum outro sítio para além da plataforma online, já que o filme não estreou na tela grande por cá. Aproveitem, que vale a pena.

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