Outubro – O Mês do Terror

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Há uns anos, uma conversa de liceu acerca de filmes de terror exigia menções a todos os Scary Movies (com o ocasional nerd a chorar a ausência de Scream na conversa) e a sagas terríveis como O Último Destino ou remakes apalermados do Massacre no Texas (2003), ou Terror nas Montanhas (2006). Então, chegou o Atividade Paranormal (2007): a primeiro uma refrescante aposta num género que, para nós, se tornara estanque, mas que entretanto se tornou noutra regurgitação anormal de jump scares sem efeito.

Nessa altura, era fácil ficar desencantado com o que o terror nos tinha para dar. Às vezes experimentar um thriller permitia o mesmo tipo de escape e adrenalina ofegante, sem a manipulação demasiado óbvia dos sustos até para adolescentes néscios no que toca ao cinema. Lá sabíamos nós do giallo italiano, dos clássicos da Universal Monsters ou do underground mais artístico. Conhecíamos o que surgia nos outdoors, e aquilo que fazia as rondas no cinema.

Mesmo assim, todos os Halloweens corríamos para o videoclube mais perto (felizmente ainda existem nas terrinhas) e esquadrinhávamos as cassetes e DVDs à procura de algo novo e chocante para nos satisfazer o apetite. Por vezes tínhamos sorte e calhava um Pesadelo em Elm Street (1984), outras nem por isso. Cobertores e pipocas no chão em círculo a olhar uma televisão pequena com um ruído irritante. Bons tempos.

Mas porquê terror? O que há de tão empolgante em suar por todos os lados, de olhos esbugalhados e com o coração a saltar pela boca fora? Os melhores filmes de terror oferecem todos um certo tipo de catarse, de crescimento emocional que apela aos nossos sentidos primordiais, mais do que qualquer comédia romântica melosa ou filme de ação titubeante. Queremos gritar, berrar, agarrar-nos em comunhão com medo que algo salte do ecrã. Não há nada como temer a Samara durante meses, mesmo com a televisão desligada esse tempo todo.

Eu amo cinema de terror. Desde o suspense de O Sexto Sentido (1999), à brutalidade onírica de A Mosca (1986), até à extremidade insensata do cinema asiático. Estes filmes mexem comigo de uma forma visceral, acordam-me do torpor aborrecido que por vezes se instala após longas maratonas cinemáticas em que o maior impulso vem da minha inata curiosidade. Amo o gore, as cabeças decepadas, as unhas descascadas, a make-up fenomenal que vai buscar o pânico aos meus pesadelos. Não há nada como o cinema de terror.

Portanto, neste nebuloso mês de Outubro, em que a única meta que interessa é o dia 31 de Halloween, aqui no Jump Cuts vamos instaurar o “MÊS DO TERROR”. Podem esperar críticas e artigos semanais a filmes esquecidos pelo tempo, tanto pérolas recentes como clássicos passados. Vamos relembrar as carreiras de artistas como David Cronenberg enquanto este ainda vive (RIP Wes Craven), e falar do quão melhor o cinema sul-coreano é em relação ao americano!

Expandir horizontes, é isso que queremos acima de tudo. Espero que se divirtam com as recomendações e análises este mês, e não se esqueçam de comentar e fazer sugestões!

Sigam a nossa cobertura aqui.

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