D23 – As novidades de Star Wars

Ocorreu este fim de semana a enorme D23 Expo, que atraiu mais de 7,500 pessoas ao Centro de Convenções em Anaheim, Califórnia. De uma maneira semelhante aos anúncios e trailers que estreiam na San Diego Comic Con, a D23 serve como plataforma para tudo o relacionado com o quinhão de cinema da Disney. Em particular: Star Wars, Pixar e Marvel, pelo que é normal que nos últimos dias as notícias relacionadas com estes franchises e projetos associados tenham explodido em massa.

Uma das principais novidades a sair fresquinha: a confirmação que sim, Colin Trevorrow vai realizar o IX episódio da saga espacial. O realizador de Mundo Jurássico (2015) é uma aposta arriscada, mas entende-se o porquê da sua contratação, visto que este último filme fez mais de um bilião de dólares. Com J. J. Abrams na cabeça do próximo Star Wars, The Force Awakens, e Rian Johnson (Looper (2012)) a realizar o episódio VIII, o franchise continua a apostar em criativos ligados à ficção-científica de ação blockbuster.

No que toca a mim, a costela de cineasta de Trevorrow ainda não está provada, até porque não fui grande fã do que fez com o meu parque de dinossauros favorito, nem se equipara de nenhuma forma à carreira concretizada de Abrams, ou à inventividade retro de Johnson. Trevorrow conseguiu impressionar o grande público com a dimensão das suas cenas de ação, mas não é isso que faz um filme, muito menos um Star Wars, que requer uma atenção especial às suas personagens e à dinâmica entre elas. A ver vamos.

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Este fim de semana também nos trouxe a primeira imagem de Star Wars: Rogue One (2016), e que surpresa! Não pela grittiness dos trajes, ou pela palete de cores desbotada (que é uma valente novidade para o normalmente colorido franchise), mas sim pelo facto de termos algo a que salivar mais de um ano antes de o filme chegar.

Porque se se lembrarem, tudo o que antecedeu o primeiro teaser do The Force Awakens não foi mais do que uma fotografia do elenco reunido para ler o guião (e a maior parte deles de costas!). Nem imagens do set, nem um cheirinho das cores dos lightsabers, ou sequer do enredo (do qual sabemos próximo de nada, a meros meses do lançamento); só uma foto, a preto e branco, de atores a trabalharem. Ugh.

Isto advém do workflow de J. J. Abrams, que prefere ter tudo atrás de portas fechadas para “proteger” a audiência de eventuais spoilers. Claro que agradecemos, mas essa atitude deve ser terrível para o marketing, e muito pior para o público geral que não tem nada a que se agarrar para além do título do filme. Certo, isso basta para vender todos os bilhetes do mundo (estamos a falar de Star Wars), mas até quando será assim?

Prefiro algumas espreitadelas debaixo do capô, por assim dizer, e este primeiro contacto visual com o elenco de Rogue One é fantástico. Felicity Jones em primeiro plano, sem qualquer pretensão de olhar masculino, embora rodeada de homens (*). Donnie Yen de carranca, pronto a espancar qualquer droid mal comportado. E soubemos também que Mads Mikkelsen vai participar no filme! O derradeiro Hannibal (desculpa Hopkins/Brian Cox), provavelmente sem o fatinho e o apetite marginal, vai pertencer ao universo Star Wars. Acalma-te coração, que já imagino a face-off (literal?) entre o nosso canibal favorito e o mascarado Darth Vader.

(*) Espero que não sofra do síndrome de Smurfette que tanto prejudicou a Viúva Negra neste último Vingadores. Se só tivermos uma mulher no meio de inúmeros elementos do sexo oposto, esta vai ser invariavelmente dissecada pelo olhar da audiência como a única representante do seu sexo. Não quero que as personagens femininas sejam obrigadas a corresponder a um qualquer ideal de perfeição (Ex Machina é uma fantástica exploração deste problema); quero que se desenvolvam organicamente, com todos os defeitos e mau carácter que isso pode trazer.

É estranho este hábito que se impregnou na forma como consumimos o dia a dia da cultura pop, o de antecipar mais o que está para vir num futuro próximo do que aquilo que está, efetivamente, a poucos meses de distância. Morremos por mais uma fração de Rogue One, e parece que a febre de The Force Awakens já passou. É estranho, mas entusiasmante.

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