O que ver – Maio 2015

Com Maio chegam os ‘filmes de verão’; exacerbados blockbusters que custaram mais de 150 milhões de dólares (e sabe-se lá quantos mais em marketing) para serem feitos, com o único objetivo de nos esvaziarem por completo as carteiras. E de nos entreter, talvez, que acaba por ser sempre o meu desejo: sair satisfeito de uma sala de cinema. Mesmo de carteira vazia; desde que o estômago esteja cheio e, quem sabe, o cérebro estimulado, tudo está bem na vida.

Aqui ficam algumas recomendações para o mês de Maio.

Mad Max: Fury Road

765865 30 anos após o último filme, George Miller volta ao grande deserto pós-apocalíptico do Outback Australiano, desta feita com Tom Hardy no papel principal de Max Rockatansky e não Mel Gibson. Ao contrário do que se pode pensar, este não é um remake, nem tão pouco um reboot; está mais em linha com um novo filme original do franchise Mad Max, simplesmente contemporâneo para o novo milénio.Apesar das três décadas de diferença, o seu enfoque continua a ser nos combates veiculares tresloucados e na exaltação frenética das personagens punk.

90% do filme foi feito com efeitos práticos, uma autêntica brisa de ar fresco neste mundo controlado pelos pixeis artificiais da CGI que tudo corrige e idealiza. Os trailers são fenomenais, e o facto de ter sido filmado em tecnologia IMAX 3D só me deixa ainda mais ansioso para ver o que tem sido reportado como ’90 minutos de pura loucura pós-apocalíptica’.

A 18 de Maio, nos Cinemas NOS.

The Alchemist’s Letter

6456457 John Hurt dá a sua voz ao narrador desta curta metragem animada, que podem ver no vimeo. É uma breve história sobre a avidez humana e os laços familiares que tantas vezes damos por garantidos apenas para nos arrependermos anos mais tarde da sua inevitável perda.

A animação é belíssima, repleta de cores vivas e movimentos subtis de vento e peças mecânicas que criam autênticos quadros bucólicos num segundo, e imaginativas máquinas steampunk noutro. Com pouco mais de 4 minutos de duração, The Alchemist’s Letter diz-nos bastante em tão pouco tempo, não graças à narração meramente expressiva mas sim à direção artística dos visuais.

É um excelente exemplo de como reinventar uma história já contada (a da pedra filosofal) sob um olhar original, neste caso através da animação, cor e narração absolutamente fantástica de John Hurt. Espreitem, e deslumbrem-se.

Wayward Pines

867960 Este é o novo projeto do poucas vezes adorado, muitas vezes odiado M. Night Shyamalan. Apesar de uma carreira em espiral descendente, tem nos seus particulares “shyamalan twists” uma ferramenta que, quando bem empregue (ver: O Sexto Sentido (1999)) pode tornar qualquer coisa melhor. O que joga mais a favor de Wayward Pines é o facto de ser uma série de televisão. O formato permite a Shyamalan adensar a narrativa de maneira a construir melhores personagens e enredos, assim como lhe dá a possibilidade de criar ainda mais twists.

Ethan Burke (Matt Dillon) investiga o desaparecimento de dois agentes federais numa misteriosa cidade pequena do Idaho. O que então decorre é uma série de eventos tão inexplicáveis quanto são surreais (ao estilo de Twin Peaks), o que me leva a crer que a série vai ter um alto factor mindtrip que me é sempre agradável.

Começa a 14 Maio, na FOX.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s